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Nós amamos chocolate

Thursday, April 15, 2010 0 comments

Saiba porque gostamos tanto de chocolate, quais os seus benefícios e propriedades.

Quem viu o filme Charlie and the Chocolate Fabric nunca mais se esquecerá dos umpa-lumpas, os pequenos seres devotos ao chocolate que Wily Wonka encontrou na floresta. Levou-os para a sua fábrica e passaram a ser a mão de obra (e também coro e dançarinos) sempre vestidos de uma só cor, todos iguais no meio de toda aquela fantasia, barcos de chocolate e árvores de rebuçados. Esse filme adorável ilustra bem como o chocolate pode ser venerado. No mundo real e desde há muito tempo, é um alimento que transcende as qualidades de nutrição e fonte de energia. É também um psicoactivo que trabalha a nível de emoções e bem-estar, e é por isso que cria um certo hábito... E por vezes uma verdadeira dependência!

De todas as suas propriedades, vamos começar por explicar quais aquelas que nos sobem à cabeça sem termos grande consciência disso O chocolate contém uma substância chamada teobromina, um alcalóide da família das metil-xantinas, da qual fazem parte a teofilina e a cafeína. Dizem que é ela a causadora do doce vício do chocolate, mas talvez seja um conjunto de outras substâncias que nos faz chegar esse ponto. A feniletilamina também está presente no chocolate, e é essa a substância do amor, também responsável pelo estímulo dos neurotransmissores, que criam a sensação de bem-estar. Por isso o chocolate é considerado um afrodisíaco poderoso (há algo mais romântico do que oferecer flores e chocolates?). Só de pensar em bombons o nosso hipotálamo começa a acordar a seratonina, e esta por sua vez vai dar-nos prazer... ou o desejo dele. Apesar de ser da mesma família da cafeína, a teobromina tem menos impacto no sistema nervoso central e estimula menos o coração, mesmo assim é preciso ter cuidado porque pode causar insónias, tremores, ansiedade e transformar-se num diurético. Esta substância foi descoberta no século XIX e aconselhada para tratamentos de edema (liquido excessivo), ataques de angina sifilítica e degenerativa. Na medicina moderna, é usada como vasodilatador e estimulante do coração. Um estudo britânico concluiu que a teobromina reduz a tosse, com um efeito superior à codeína, e que é benéfica em casos de asma porque relaxa os músculos. E ao contrário do que se possa pensar, uma pequena dose de chocolate preto numa dieta de emagrecimento pode ser a motivação para ela ser cumprida. O chocolate contém ainda nutrientes essenciais para energia (que se vão abaixo nestas alturas) e além disso cria bom humor, essencial para uma dieta. Mas os benefícios são só para os humanos, cuidado com os animais, para eles chocolate é veneno. Quando dizemos que um cão não pode comer chocolate é por causa da teobramina, metabolizada muito lentamente pelos animais, o que pode causar vários sintomas (desidratação, problemas digestivos, ritmo cardíaco lento, ataques epilépticos) e até a morte.
O nosso corpo agradece

O chocolate é um alimento muito nutritivo. possui vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C, e os minerais potássio, fósforo, sódio, ferro, tanino, zinco e principalmente magnésio. Contém também flavonóides, que ajudam a combater a oxidação e reduzem os riscos de doenças cardiovasculares. E tem um tipo especial de gordura, o ácido oléico, o mesmo do azeite, gordura benéfica que protege as artérias, elevam o bom colesterol (HDL) e diminuem o mau colesterol (LDL). Claro que tudo isto se passa quando falamos de quantidades moderadas, quando consumido em grande quantidade o chocolate depressa se transforma em gordura prejudicial à saúde. Por isso é preciso ter cuidado para as propriedades do chocolate não se tornarem inimigas. E isso começa na escolha do chocolate, quanto melhor a qualidade, menor as misturas de gorduras prejudiciais.

Os benefícios do chocolate têm sido tema recorrente em circuitos científicos. Recentemente, a marca de chocolates Mars criou mesmo uma divisão de estudos científicos chamada Symbioscience, e publicaram em Maio um estudo que prova que beber chocolate quente melhora a circulação sanguínia nas pessoas com diabetes tipo II. Isto está relacionado também com o aumento de produção de endorfinas: quando se tem um sistema vascular enfraquecido as substâncias que nos fazem sentir bem vão estimulá-lo. Conclusão: o prazer dá saúde. E quando vem sobre a forma de chocolate, com aquela textura tão especial e aquele sabor maravilhoso, espalha-se por todo o nosso organismo, a começar pela mente, que manda no resto.

Mil Beijos!
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Compro, logo existo

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Eu sou uma consumista assumida adoro comprar coisas novas... Então hoje eu fiquei pensando: "Mas por que será que é tão bom comprar?" Então o texto a seguir explica porque comprar nos deixa tão felizes e como as campanhas publicitárias nos influenciam na hora das nossas compras.

Vivemos em uma sociedade urbana, moderna e industrial escravizada pelo consumo desenfreado de produtos embalados por ilusões publicitárias. Tudo se compra, tudo se vende, tudo se descarta. Por todos os lados, há vitrines que nos atraem com suas efêmeras mercadorias, suas sedutoras promoções e suas promessas de felicidade instantânea. A TV nos mostra realidades imaginárias, nos impõe modas a seguir, sonhos para sonhar e pessoas para ser.

Diariamente, a publicidade enche as pessoas de ilusões, fazendo com que elas acreditem que ao acumular bens materiais, se tornam mais felizes. Não consumimos somente objetos físicos, como celulares e computadores, mas também tudo aquilo que está atrelado ao produto, como os ideais de felicidade e status. Por estarmos constantemente sob influência dos ideais de prazer imediato, vivemos em um mundo onde não há lugar para o sofrimento. Numa tentativa frustrante de preencher o vazio com coisas igualmente vazias, acabamos por nos autotiranizarmos neste círculo vicioso chamado consumismo.

O fato é que o povo ocidental consome muito mais do que necessita para sobreviver. Com o surgimento da Modernidade, a sociedade tornou-se mais racional e mais desamparada. A industrialização se desenvolveu e com ela surgiram novas exigências. Uma delas foi a divisão do trabalho, onde o trabalhador fica alienado à somente uma etapa de confecção do produto. As diferenças entre a produção em série e o artesanato são a total aproximação entre o produtor e o consumidor e também a especificidade do produto, que possui uma “essência”, uma “alma” única e exclusiva.

A divisão do trabalho e a produção em larga escala são necessárias para fazer a engrenagem do capitalismo girar e gerar cada vez mais lucros. A filosofia capitalista se baseia nos conceitos fordistas, de “produzir mais em menos tempo”. Contudo, com essas novas exigências do mundo-moderno-industrial, as pessoas começam a perder seus vínculos sociais e daí surge o desamparo. A sociedade se torna mais individualista e, com isso, sente-se mais vazia. O consumo surge como uma luz no fim do túnel, transformando a vida das pessoas numa ilusória jornada em busca da felicidade por meio da aquisição de produtos inúteis e igualmente vazios.

Extrapolando na utilização de cores chamativas, discursos otimistas, jingles grudentos, mensagens subliminares e até de pessoas públicas (modelos, atores, atletas etc), a publicidade é uma arma poderosa empregada na ditadura do consumo. A função de um publicitário é fazer com que o consumidor compre aquilo que não precisa com o dinheiro que não tem. A mídia é o “quarto poder”, é quem dita as regras, impõe modos de vida, cria estereótipos e inventa falsas necessidades. Através de suas novelas, mostram realidades imaginárias e passam a mensagem de que, para fazermos parte da sociedade, devemos seguir a última moda, adotar o comportamento das elites e, é claro, preencher nossas vidas com coisas supérfluas.

Como exemplo, podemos citar a rede de fast-food mundialmente conhecida como McDonald’s, que é o maior símbolo da modernidade ocidental e do consumismo alimentício. Por causa da publicidade feita em cima da marca, o McDonald’s também se tornou símbolo de juventude, desejo, felicidade instantânea e prazer. As pessoas consomem a “grife” McDonald’s, e não seus lanches; consomem a marca pelo o que ela representa, isto é, consomem os ideais de felicidade, satisfação, prazer, diversão e bons momentos que a publicidade incorporou à marca. A tão temida exclusão social é descartada a partir do momento que você faz parte da marca McDonald’s. O clima de pessoas felizes e satisfeitas explorado em seus comerciais é ilusório, pois as pessoas vão ao McDonald’s em busca desta felicidade instantânea, mas só voltam com o vazio. Portanto, o que o McDonald’s menos vende é comida.

Numa sociedade como a atual, que se baseia no consumo de fantasias criadas em prol do sistema capitalista, o filósofo francês Descartes diria: “compro, logo existo”. Afinal, numa época em que sentamos no sofá para nos entretermos com a guerra do Iraque através de um aparelho de TV Philips, munidos de pipoca e guaraná Antártica e vestidos com as roupas da grife Prada, quem não consome, não existe, e só existimos porque consumimos.

Mil Beijos!
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Sonhar é preciso

Sunday, April 11, 2010 0 comments



"Sonhar é sair pela janela da liberdade,
é vaguear pelos caminhos
proibidos ou não.
É, sem ter um rumo qualquer,
ter um alvo a perseguir:
a felicidade.

Sonhar é não limitar-se a limites
sejam eles quais forem,
impostos ou não.
É fazer do impossível o possível
quando e como quiser o coração.

Sonhar é viver o passado no futuro
e o futuro no presente.
É ter o se quer
e afastar o que não se deseja
É despertar dentro de si
aquele ser criança.
É almejar a vida...



Pra sonhar não é preciso
ter passado, nem presente,
nem cultura, nem riquezas...
Pra sonhar não precisa fazer parte
de uma classe social
de uma faixa etária
ou de qualquer coisa que separe
um ser humano do seu semelhante

É preciso apenas ter esperança
pois sem esperança ninguém vive
e sonhar é viver...

Sonhar não é direcionar os pensamentos
ao que pode ser real
Mas sim tornar real,
mesmo que apenas na mente,
o possível e o impossível,
o real e o abstrato
o tudo e o nada

Num tempo e num lugar
a serem definidos
ao belprazer de quem sonha...

Sonhar é dar a própria vida
a um sentimento de bem-estar
e, sem restrições,
entregar ao coração as rédeas da razão
É viver com quem se ama
sentindo-se amado.
Sonhar é sair...

É vaguear...
É não ter rumo.
É ter um alvo.
É não limitar-se.
É fazer...
É sentir...
É amar...
É ser amado...
É ter esperança...
É viver!

Sonhar é preciso!"

E não me interessa o que os outros pensam!Não contribui para a minha felicidade.
Podem criticar,podem dizer que vivo rodeada de sonhos e ilusões. Essa é a minha maneira de procurar a felicidade. A realidade não me faz feliz. E sei perfeitamente que por mais que procure a felicidade num outro mundo, nunca a encontrarei.
Mas sonhar é essencial, sonhar é necessário. E eu preciso tanto. O que seria de mim sem os meus sonhos? Uma pessoa vazia,que vive acorrentada à realidade, pensando no ontem e a realizar o amanhã. Não gosto de pessoas presas à terra, porque eu não consigo ser assim e irrita-me que me incomodem quando estou no meu próprio mundo em busca de alguma paz de espírito!
Será que posso esquecer a realidade por uns segundos? Será que posso fugir daqui por alguns momentos? A realidade para mim é um pesadelo. Apenas isso.

Eu sonho. Eu tenhos sonhos. E apesar de a vida nos fechar muitas portas, muitas vezes abre-nos uma janela. Será que vale a pena sonhar? Claro que sim. Eu sempre acreditei que sim. Até o mais imprevisível dos sonhos pode realizar-se. Eu quero acreditar que sim porque não me contento em desistir. Nada é impossível!

Mil Beijos!
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O que é ser fã?

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Afinal o que é ser fã?
Ser fã não é apenas saber tudo sobre os nossos ídolos;
Não é saber os detalhes da sua vida privada;
Não é apenas conhecer todas as suas obras e trabalhos;
Não é apenas ver e rever constantemente tudo o que está relacionado com eles.
Ser Fã, Fã de verdade, é muito mais do que isso.
Ser Fã é rir e chorar;
É sofrer e festejar;
É apoiar e lutar com todas as forças pelo sucesso de quem admiramos;
É estar sempre com eles, nem que seja apenas em pensamento;
É amá-los, venerá-los, admirá-los como a mais ninguém;
É sentir a força e as mensagens que eles nos transmitem;
É defendê-los até ao fim, contra tudo e contra todos;
É apoiá-los e gostar sempre deles, independentemente dos seus defeitos e dos boatos sobre eles;
É considerá-los como pessoas normais e ao mesmo tempo considerá-los superiores aos outros;
É trazê-los sempre no coração.

Ser fã é ter uma pessoa como referencial. Não é bem escolha, pois o fã simplesmente gosta de ver seu artista. Fica parado, encantado apenas por presenciar uma apresentação. Sem as vezes nem mesmo saber o porque de gostar tanto daquele alguém que nunca lhe dirigiu uma palavra.

A relação entre um fã e um ídolo é muito maior do que se possa imaginar, pois embora não se conheçam e mesmo que nunca tenham se visto, a relação de cumplicidade nunca morrerá.

Mil Beijos!
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Por que gostamos tanto das novelas?

Saturday, April 10, 2010 0 comments
Eu sou uma noveleira assumida eu sou louca por novelas! E eu não sou a única. Homem ou mulher, velho ou criança, o brasileiro gruda no sofá para acompanhar a vida de mentirinha na TV. Autores de telenovelas e intelectuais explicam por que a gente é assim...

Fazia 4 anos que muçulmanos da Bósnia-Herzegóvina lutavam pela independência contra os sérvios. Quase 200 mil pessoas haviam morrido e 2,5 milhões não tinham mais casa. Em uma semana de 1995, porém, a guerra da ex-Iugoslávia parou de repente. O motivo não era um acordo de paz mediado pela ONU nem a rendição de um dos lados. Mas a novela Escrava Isaura, aquela mesma, baseada no livro de Bernardo Guimarães e que tinha Lucélia Santos no papel da escrava branca. Apesar dos horrores do conflito, os dois lados pararam para ver os últimos capítulos da novela.

O mundo adora as novelas feitas no Brasil – e os brasileiros também. Quase metade do dinheiro que se ganha com televisão no Brasil vem delas. Desde 1963, quando estreou 2-5499 Ocupado, a primeira novela diária da TV, já foram produzidas mais de 400 tramas no país, cada uma com uma média de 200 capítulos. Em todo o planeta, 2 bilhões de pessoas têm costume de sentar para assistir a novelas. Por aqui, o país pára – na noite de 11 de março, por exemplo, 8 em cada 10 TVs ligadas no Brasil estavam sintonizadas no capítulo final de Senhora do Destino. Você pode dizer que não gosta de novelas, mas já parou para pensar por que tipos como Tonho da Lua, Tieta ou Juma Marruá fazem tanto sucesso aqui e em todo o planeta? Por que tantas histórias iguais são vistas por tanta gente há mais de 4 décadas? A seguir, leia os motivos listados por acadêmicos e autores de novelas para explicar o sucesso do gênero de literatura mais popular do Brasil.

Novela é tradição

Chega a noite, o pessoal se reúne para comer e depois acompanhar a história do garotão que ama a bela Helena. De tão apaixonado, ele acaba seqüestrando a moça, provocando a ira do marido dela – sim, Helena é casada com um homem mau e poderoso. Baita novelão, não? Mas essa história é a mesma contada por Homero, na Grécia antiga, sobre Páris, Helena e Menelau, triângulo amoroso que resultou na Guerra de Tróia. Muitas das histórias a que assistimos hoje depois do jantar são as mesmas contadas nas liras gregas de 2 mil anos atrás ou ao redor de fogueiras na Idade Média pelas raras pessoas que sabiam ler. As telenovelas são herdeiras das novelas do rádio, que são herdeiras dos folhetins dos jornais, que vieram dos romances franceses do século 19, sucessores dos romances de cavalaria da Idade Média...

"Essas histórias fazem tanto sucesso porque, apesar de mudarem conforme o gênero, o autor e a época, tratam de questões milenares como encontro, separação, traição, segredo, mistério e disputas", afirma Maria Lourdes Motter, professora do Núcleo de Pesquisa em Telenovela da USP. "A diferença é o enorme avanço tecnológico."

Em muitos países, foram os best sellers que saciaram esse desejo por ficção. No Brasil, porém, a TV chegou antes de o povo se alfabetizar. Adicione a isso o fato de que fazemos parte de uma tradição católica, mais oral que letrada. Em vez de interpretar diretamente a Bíblia, como acontece entre os protestantes, preferimos a cultura oral: ouvir o padre falar. Em vez de escrever diários, preferimos contar o caso para a vizinha. Em vez de ler romances, assistimos a novelas.

Novelas são polêmicas

Você deve se lembrar de Sassá Mutema, vivido por Lima Duarte em O Salvador da Pátria, de 1989. Depois de anos como bóia-fria, Sassá vira prefeito de Tangará, podendo revolucionar a cidade. Mas o autor, Lauro César Muniz, teve que desviar o rumo da história. "Houve uma interferência direta de Brasília na cúpula da Globo", admitiu ele em 2002. "Era o primeiro ano de eleições diretas, Lula contra Collor, e acharam que o Sassá Mutema fazia apologia à esquerda. Assim, acabou vindo uma pressão na emissora para que a trama fosse mudada." Sassá Mutema topou com uma máfia de "tóchico" e passou a novela lutando contra ela.

Em nenhum outro país haveria tanta preocupação com a influência que uma novela pode ter na política. Por aqui, a política faz parte das novelas e as novelas fazem parte da política. "Só no Brasil a ficção seriada é exibida diariamente no horário nobre com tanta força no espaço público", diz Anamaria Fadul, pesquisadora da Universidade Metodista de São Paulo.

E não é só na política. As novelas também dão visibilidade a problemas sociais e mexem no vespeiro de tabus. Escalada, de 1975, fez estourar a polêmica do divórcio, que virou lei um ano depois. As palavras "ecologia" e "ecossistema" caíram na boca do povo com O Espigão, que tratou de problemas urbanos. "Ninguém agüenta ver um documentário sobre leucemia, mas esse assunto se torna atraente quando entra no enredo das novelas", diz Maria Lourdes Motter.

Novelas são para todos

Em 1970, Irmãos Coragem, de Janete Clair, transformou em mito a história de que quem vê novela é dona-de-casa. Inspirada em filmes de bangue-bangue e livros como Os Irmãos Karamazov, de Dostoiévski, a novela contava a história de Duda Coragem, um jogador de futebol, e dos garimpeiros João e Jerônimo Coragem, que lutavam contra a opressão do Coronel Pedro Barros. Este faroeste cabloco que não poderia ser mais masculino foi a novela mais longa da Globo até hoje, com 328 capítulos. Em 22 de junho daquele ano, a novela teve mais audiência que o jogo de futebol do dia anterior – a vitória de 4 a 1 do Brasil sobre a Itália na final da Copa do Mundo.

Desde então, novelas passaram a ser feitas para todos. Donas-de-casa e peões. Analfabetos e intelectuais. Adolescentes e octogenários. "A novela é feita para o público médio de 40 milhões de pessoas", diz Aguinaldo Silva, autor de clássicos como Tieta. "O autor tem a obrigação de respeitar o público criando histórias que certamente serão aceitas por todos."

Novelas são simples

Ou seja: se você quer escrever uma novela, não tente bolar metalinguagens, enredos circulares, longos flashbacks. Novelas fazem sucesso porque são simples, fáceis. E quem diz isso não são somente crítricos e acadêmicos ranzinzas. "A maior parte do público não tem bagagem cultural para um entretenimento mais consistente do que a telenovela, e uma boa parte que tem essa bagagem teve um dia cansativo, quer espairecer", diz Gilberto Braga. "Não estou dizendo que uma telenovela precise ser idiota, mas não pode exigir reflexão demais."

Ao longo de mais de 40 anos de novelas diárias, os autores aprenderam que inventar demais é problema. Tentaram fazer uma novela narrando a produção de outra novela, como Espelho Mágico, de 1977. Deu no que deu: depois da exibição dos capítulos, a Rede Globo recebia telefonemas de gente querendo entender o que havia acontecido em cada história. O mesmo aconteceu com O Casarão, que contava a mesma história em um desenvolvimento não linear, intercalando diferentes épocas e flashbacks.

Novelas tampouco podem ferir a moral e os costumes médios. Uma das maiores quedas de audiência da história do melodrama aconteceu com O Dono do Mundo, de 1991. O cirurgião Felipe Barreto (Antonio Fagundes) tinha apostado com um amigo que tiraria a virgindade de Márcia (Malu Mader), noiva de um dos seus funcionários e protagonista da trama. Quando Felipe Barreto conseguiu vencer a aposta, mais de 15 milhões de brasileiros desligaram a TV ou trocaram de canal quase ao mesmo tempo.

Novelas são complexas

Se você não gosta de novelas, deve estar adorando este texto. Afinal, foi dito até agora que novelas fazem sucesso porque são histórias simplórias, feitas para quem não sabe ler e não entende enredos difíceis. Cuidado. Entre os mocinhos, vilãs e triângulos amorosos de toda novela, há espaço para histórias e personagens mais complexos que muitos livros com pose de literatura. "É preconceito colocar livros em um altar e novelas no inferno só porque um pertence à cultura letrada e outro à popular", afirma Maria Lourdes. "Existem livros mal escritos, com narrativas bobas, e novelas muito bem feitas."

As novelas brasileiras têm entre 50 e 100 personagens. Eles precisam ser de todas as faixas etárias, para atingir todo tipo de público. Devem estar interligados, aparecer pelo menos uma vez por capítulo, ter uma trajetória pessoal que siga o fluxo de toda a trama e que possibilite equilibrar situacões de tensão com descontração. "Algumas novelas têm tantos personagens e histórias paralelas que deixam de ser aceitas em países como os EUA", diz Anamaria Fadul.

Novelas refletem o mundo

Também é mito dizer que não dá para ter personagens complexos na televisão. Ou melhor, essa afirmação valia até 1968. Nessa época, as novelas eram inspiradas em textos antigos e se passavam em desertos da Espanha ou no Marrocos. Tinham como personagens assassinos em série e cavaleiros parecidos com o Zorro, falando frases que só existiam nos livros. Mas no fim daquele ano houve uma revolução: a estréia da novela Beto Rockfeller.

O herói dessa trama, em vez de um misterioso cavaleiro, era um vendedor de sapatos da rua Teodoro Sampaio, em São Paulo, que se fazia de grã-fino para entrar na alta sociedade da rua Augusta. "Nem mocinho e muito menos bandido", afirma o jornalista Dirceu Alves Jr., autor do livro Telenovelas. Em vez das frases posudas, havia diálogos com gírias e frases populares. A novela não ficava só em estúdios, como antes, mas mostrava as ruas de São Paulo. Esse realismo fez de Beto Rockfeller um sucesso e virou padrão dali para a frente. As novelas começaram a mostrar favelas, incluíram os pobres nas tramas e muitas cenas externas. "Enquanto as novelas mexicanas centram-se no mundo dos ricos, as brasileiras se baseiam na classe média", diz Mauro Porto, professor da Universidade de Tulane, nos EUA. "Esse realismo causa muito mais identidade com o espectador do que se ele estivesse vendo um filme de Hollywood", afirma Maria Lourdes.

Além das características aí acima, há motivos para explicar o sucesso das novelas que têm pouco a ver com as tramas. "As novelas têm uma audiência garantida porque o brasileiro tem costume de ver TV à noite", diz Maria Lourdes. Melhor ainda se a emissora chamar a atenção para a novela em seus outros programas. Também daria para falar sobre a força dos galãs das tramas. Ou das cenas de sexo... Mas é melhor parar por aqui. Já são mais de 20h30, a novela vai começar.

1. Faça amor

Regra número 1: o amor está acima de tudo. Crie o conflito amoroso dos protagonistas e desenhe a trajetória que eles irão traçar durante os cerca de 200 capítulos. "Trabalhe com histórias e situações que permitam desdobramentos", diz o autor Aguinaldo Silva. Incesto, status diferentes, famílias inimigas, mortes misteriosas e desencontros são os empecilhos mais comuns. Eles nunca podem ser mais fortes que o amor. Exemplo: se a vontade de conhecer os EUA for maior que a de viver com seu amado, a personagem vai ser recusada pelo público, como aconteceu com Sol no início de América.

2. Mocinhos são do bem

O casal protagonista jamais pode ter objetivos egoístas, como fazer fortuna no exterior. Se quiser ganhar dinheiro, tem de ser para pagar o tratamento de câncer do pai ou para voltar à Itália e rever seu grande amor. Os dois precisam ter atitudes sempre morais e legais. A primeira mocinha de novela que não era virgem apareceu somente em 1998, com A Indomada.

3. Deixe sua marca

Novelas são pura indústria cultural, mas mesmo assim podem ter marcas autorais. Dias Gomes fez novelas clássicas com crítica social, como O Bem Amado. Manoel Carlos curte o cotidiano da classe média carioca. Glória Perez prefere tramas com muitas histórias paralelas e fortes no melodrama. Qual será o seu estilo?

4. Teça o pano de fundo

Escolha um contexto. Os personagens vivem no Pantanal, ao redor de uma redação de revista de celebridades ou são pescadores no Ceará? Faça-os desempenhar papéis importantes dessa história maior, para dar verossimilhança à trama.

5. Humor e imaginação

Para aliviar a tensão dos momentos tristes ou polêmicos, crie um núcleo de humor. Pode ser um bar de periferia, como em O Clone e América. Ou soluções delirantes, como as flores de Jorge Tadeu – que encantavam as mulheres em Pedra sobre Pedra.

6. Lance modas

É legal captar o ambiente que está quente na sociedade: você pode fazer uma tendência virar moda arrasadora, como aconteceu com o mundo das discotecas na novela Dancin’Days, de 1978. Começar com um fundo histórico, como a luta contra a ditadura militar, dá uma aparência de que sua novela é importante, que serve para alguma coisa.

7. Pense em todos

Qualquer que seja o contexto de sua novela, lembre-se de que você precisa conquistar todo tipo de público. Se a novela acontece no campo, crie um ou outro núcleo urbano. A dica vale também para os personagens. Eles devem ser de todas as idades e participar de situações comuns a cada faixa etária. As falas devem ser as usadas no dia-a-dia, com as gírias de rua e expressões de cada época, de cada ambiente.

8. Crie polêmica

Lembre-se de que, no Brasil, novelas fazem parte do espaço público. Fique à vontade para inserir problemas sociais, tabus e o merchandising social, como incentivar a doação de órgãos. Mas preocupe-se em amarrá-los bem ao melodrama. Se você quiser discutir o Movimento dos Sem-Terra, coloque-o entre as tramas de amor, como aconteceu em O Rei do Gado entre a sem-terra Luana (Patrícia Pillar) e o fazendeiro Bruno Mezenga (Antônio Fagundes).

9. Mantenha a audiência

"O autor é o deus de sua novela", costuma dizer Manoel Carlos. De acordo com a resposta da audiência, você pode matar personagens, mudar sua personalidade, roupas e até o jeito de falar. Prolongue as tramas e a aparição daqueles que estão fazendo sucesso.

10. E se der errado?

"Acelere a narrativa, fazendo umas duas semanas de acontecimentos muito fortes", diz Gilberto Braga. Se a novela for um desastre lastimável, o jeito é arranjar uma tragédia para matar metade da turma e começar do zero. Em Torre de Babel, de 1995, a saída foi explodir um shopping com todos os personagens recusados pelo público.

Mil beijos!
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Nomes para cachorros

Tuesday, April 6, 2010 0 comments

Muitos donos, quando adquirem seu cãozinho, têm dificuldade em escolher um bom nome para ele. O nome de um cachorro é muito importante, além de ser o nome através do qual as pessoas interagem com o cachorro, ele também influencia na maneira como estranhos veêm o seu cachorro. Um cachorro com nome “Fluffy” ou “Totó” tende a receber respostas mais amigáveis de pessoas estranhas do que um que se chame “Killer” por exemplo.
Além disto a escolha do nome deve levar em consideração a resposta do cachorro, normalmente os donos querem que o seu cachorro aprenda a reconhecer o próprio nome e a atender quando chamado, mas poucos sabem que o nome pode influenciar nestas respostas. Uma cachorro reconhece seu nome pela sonoridade, principalmente pelas sílabas mais fortes e / ou pelo final da palavra, um dono que batize seu cãozinho de “Chicão” por exemplo vai ter dificuldades em fazê-lo obedecer pois provavelmente o cachorro vai confundir seu nome com o som da palavra “Não”.
Outro fator importante e que muitas vezes influencia na escolha do nome é a raça do cachorro. Donos de cães de raças do Japão gostam de colocar nomes japoneses nos seus cães, donos de cachorros de raças originárias da Rússia procuram colocar nomes russos em seus filhotes. Algumas vezes os nomes de cães famosos da mesma raça são os preferidos, como por exemplo um pastor alemão que se chame Rin Tin Tin ou uma collie chamada Lassie.
Para ajudar os futuros donos de cães eu resolvi fazer uma lista com nomes de cães. E como todo mundo sabe que eu adoraria ter um cachorro da raça Akita (que é uma raça que teve origem no japão) o japonês foi o idioma que eu escolhi pra fazer essa lista...

Nomes japoneses para cachorros:

# Aki – Nascido no Outono
# Aiko – “Amorzinho”, aquele que é amado
# Akina – Flor de primavera
# Akita – Campo de arroz do outono; nome de região do Japão; nome da raça japonesa akita inu
# Aneko – Irmã mais velha, um dos nomes de cães mais populares do Japão.
# Anto – Ilha segura
# Asuka – Pássaro voador
# Ayame – Íris
# Chiba – Mil folhas
# Chiyo – Eterno; por mil anos
# Cho – Borboleta
# Choco – Chocolate, nome de cachorro mais popular do Japão
# Ehime – Princesa
# Eriko – Criança com colar
# Fuji – Flores brancas; nome do “monte Fuji”
# Fuku – Saudável; afortunado
# Hachiko – Hachiko era o nome do famoso akita que se tornou símbolo de lealdade no Japão
# Hana – Flor; florescimento
# Hara – Campo ou planície
# Haruko – Filho da Primavera
# Hira – Liso
# Hoshi – Estrela
# Hoshiko – Filho das estrelas
# Ichi – Um
# Iwa – Pedra, sólido e forte
# Kaede – Folha de Bordo (aquela árvore da bandeira do Canadá…)
# Kameko – Filho da tartaruga, significa longevidade
# Kami – Aquele que está no alto, no topo; um deus
# Kawa – Rio, significa fonte de energia
# Keiko – Que é adorada
# Kimi – Única, sem igual
# Kioko – Criança feliz
# Kohana – Pequena flor
# Kuri – Avelã, castanha
# Kuro – Preto, negro; um dos nomes mais populares para cães no Japão
# Machiko – Criança sortuda
# Maeko – Criança honesta
# Mai – Brilhante
# Miki – Talo de flor; significa a força que sustenta a beleza
# Miya – Santuário
# Momo – Pêssego, aveludado
# Mori – Floresta; nome popular para cães de caça
# Moto – Origem
# Nami – Onda
# Nariko – Criança gentil
# Naruto – Nome de um prato japonês a base de peixe, ficou famosos como o nome do personagem do desenho animado japonês “Uzumaki Naruto”
# Natsuko – filho do verão
# Nikki – “Duas árvores”
# Nikko – Sol brilhante
# Nyoko – Pedra preciosa; um dos nomes de cães mais populares no Japão
# Ogi – Pequena árvore
# Osaka – Deus Dragão; nome de uma região japonesa
# Sachi – Criança do deleite
# Sakura – Cereja, flor de Cerejeira
# Sapporo – Mar interno
# Satu – Açúcar
# Shari – Queda d’água cristalina
# Shima – Uma Ilha
# Suki – Que é amado
# Suzu – Sino
# Taka – Honorável
# Takara – Tesouro, Precioso
# Take – Bambu
# Toyo – Abundante, pleno
# Uzumaki – Redemoinho
# Wakayama – Jovem cerejeira
# Yoshi – Boa Sorte; alegria
# Yukiko – Filho da Neve; um bom nome para cachorros brancos
# Zen – Bom; bondade; virtude

Mil beijos!
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Eu quero um Akita pra mim

Sunday, April 4, 2010 0 comments

Akita - Patrimonio Natural Nacional do Japão

O Akita ou Akita-Inu é uma raça de cães originária do Japão. O nome foi dado em relação à província de Akita, de onde a raça é considerada originária. "Inu" significa cão em japonês.

Os cães da raça possuem uma aparência de lobo, sendo fêmeas mais baixas, e os machos maiores. O peso varia entre 34 e 50 kg, e a altura na cernelha deve ser entre 64 e 70 cm para os machos, e 58 e 64 cm para as fêmeas.

Leal, protetor, prudente, afetuoso e corajoso. Excelente para crianças por ser muito paciente. Late pouco, nunca late desnecessariamente, e é muito seguro de si. É possessivo com seu território, o que faz desta raça excelente guardiã, tanto de propriedades quanto pessoal.

Em 1931 foi considerado Patrimônio Natural Nacional, o governo japonês tomou todas as precauções para preservar a raça, até o ponto de interditar sua exportação.

Até hoje o Akita é tão importante para o Japão que o governo se encarrega de manter um campeão Akita, mesmo que seu proprietário não tiver condições de faze-lo. No Japão é chamado de "Ichi-Ban" que significa "numero um".









Mil beijos!
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